Altos e baixos – a necessidade do Flamengo ser uma equipe ainda mais coletiva

Nova temporada, reforços, mudanças no sistema de jogo, jogadores passando a ter nova função tática em quadra e a busca de se encontrar um equilíbrio coletivo. E é exatamente esse equilíbrio ainda mais no aspecto ofensivo que falta ao elenco do Flamengo até esse momento na temporada. O Garrafão Rubro-Negro apresenta essa matéria especial sobre aspectos do elenco dessa temporada e tenta analisar o que falta para o time que no papel tem potencial precisa para deslanchar em quadra e de fato ser mais competitivo.

Número de assistências da equipe como um fiel da balança nas atuações boas e ruins da equipe

Equipe em processo de construção de uma identidade em quadra requer muito a leitura de jogo apurada e algo voltado mais ao coletivo do que a individualidade ao extremo de alguns jogadores em vários momentos do jogo. Quando o Flamengo teve um numero de assistências superior a 18 por jogo, sempre conseguiu construir bons resultados e consequentemente confirmou boas apresentações em quadra.

A se destacar três jogos que isso acabou ficando evidente – a vitória contra o São Paulo na abertura do NBB, a vitória contra o Minas no turno pelo NBB e contra o Boca Juniors em casa pela Champions League Américas.

Quando o time teve número inferior a 12 assistências por jogo, mostrou ser dependente demais do seu sistema defensivo e muita das vezes, isso não foi suficiente. As derrotas para Paulistano e Franca pelo NBB e para o Minas na Copa Super 8 demonstrou um time que acabou por priorizar mais as jogadas individuais, sem aproveitamento, e a defesa mesmo sendo boa não foi capaz de proporcionar um resultado positivo.

Uma partida recente que o Flamengo teve o recorde negativo de assistências na era Gustavo De Conti foi nas quartas de final contra o Paulistano, foram 9 ao todo, mas felizmente nesse jogo, a defesa acabou assegurando uma vitória suada.

O fato é que o Flamengo atual quando tiver mais focado em realizar um jogo coletivo em boa parte do jogo, pode ser competitivo, e quando se perde um pouco nesse foco, pode encontrar problemas como já encontrou em quadra

Sem volume habitual de jogo, norte-americanos do elenco penam para se adaptar ao sistema de Gustavo De Conti

Se olharmos o retrospecto de Brandon Robinson e Dar Tucker na Liga Argentina, os dois sempre tinham um grande volume de jogo das suas equipes em quadra, ou seja, eram os definidores natos com uma alta quantidade de arremessos tentados nos jogos. No Flamengo, a realidade foi outra. Passaram a não ter um grande volume de jogo e tiveram que se readaptar totalmente ao que estavam acostumados, principalmente, com um deles na maioria das vezes começa no banco de reservas.

Os dois ainda não vivem um momento de grande regularidade pelo time. A expectativa do torcedor e da mídia especializada é que a dupla fosse dominante nos números em quadra, principalmente em pontos pelo time.  O que temos visto na maioria dos jogos, é um deles tendo uma boa pontuação e o outro apagado. Raros foram os jogos que os dois acabaram de fato como protagonistas na pontuação.

A expectativa fica pela adaptação maior da dupla no decorrer dos jogos dessa reta final de temporada e que isso possa ser percebido nos momentos cruciais do time que serão a disputa do Mundial e a fase decisiva da Champions League Américas e NBB.

Rafael Mineiro se adaptando a nova função tática para dar mais equilíbrio defensivo ao time

Uma das grandes novidades do Flamengo dessa temporada foi a mudança de Rafael Mineiro em quadra. O jogador passou a atuar a maioria dos jogos na função de ala e buscando dar um equilíbrio defensivo a equipe, ainda mais em posições que tinham jogadores com esse ponto forte em outras temporadas como Jhonatan Luz.

Mineiro está demonstrando uma adaptação cada vez maior com o passar da temporada nessa posição, mostrando um bom aproveitamento no perímetro.  Se por um lado, o Mineiro no dia a dia mostra uma boa evolução nessa posição, a posição de pivôs do time rubro-negro demonstra uma queda de rendimento nessa temporada sem a presença do jogador mais efetiva no garrafão.

A oscilação no rendimento nos pivôs do garrafão rubro-negro

Fato que o basquete moderno exige que pivô, ou seja, jogador da posição 5 saiba chutar de três pontos. E isso acaba sendo um fator comum no que o técnico Gustavo De Conti gosta nas suas equipes. Mas se fomos fazer um recorte do que vem sendo apresentado e comparado as outras temporadas do treinador rubro-negro na equipe podemos dizer que tem uma queda de rendimento dos pivôs nas jogadas dentro do garrafão.

E essa oscilação fica evidente quando o Flamengo tem um jogo com baixo aproveitamento nos arremessos dos seus jogadores estrangeiros, a expectativa fica por conta dos pontos e uma regularidade maior dos pivôs que muita das vezes não ocorre.

Os pontos somados dos pivôs do Flamengo – Vitor Faverani e JP Batista – nas derrotas do time nessa temporada: 8, 6 e 7 pontos. O time ficou muito preso ao volume no perímetro nessas partidas.

Para o NBB não tem a possibilidade de novas inscrições, caberá ao técnico Gustavo De Conti encontrar alternativas dentro do seu sistema de jogo para tentar potencializar de algum modo o rendimento dessa dupla na continuidade da temporada.

A base rubro-negra ainda sendo um calcanhar de Aquiles para o time adulto

Seja em qualquer esporte, a base quando passa para o time profissional querer minutagem para amadurecer e evoluir ainda mais dentro do esporte. Vitórias ajudam a dar confiança e as derrotas servem para dar casca em todo o processo evolutivo. E o basquete rubro-negro há muito tempo sente falta de terem jogadores da base que passem a ter um papel mais efetivo em quadra.

Fato que nesse inicio de 2022 praticamente todas as equipes sofreram casos de Covid-19 e tiveram o impacto de rendimento em quadra. E algumas dessas equipes conseguiram dar oportunidade para jovens da base para mostrarem o seu basquete e tentarem evoluir com essa experiencia. Nesse caso podemos citar o Sesi Franca e o Paulistano.

No Flamengo temos a presença de Rafael Rachel que teve seus minutos, Mateus Leoni também, mas nenhum deles com uma minutagem grande mesmo nesse momento que o time sofreu com os desfalques.

Trabalho da base é a médio e longo prazo e isso só reforça que como o Flamengo precisa como um todo evoluir aí e ter o êxito de revelar mais jogadores que possam de fato contribuir com a equipe profissional mesmo que não seja em pontos, mas no jogo sujo, o basquete moderno não é só feito de pontuação, um excelente marcador jovem, já seria um grande adicional para o elenco do Flamengo.

Lembrando que Túlio da Silva não é da base rubro-negra, ele passou boa parte da sua juventude no basquete universitário dos Estados Unidos e teve um bom NBB na temporada passada com a camisa do Caxias.

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