Marcelo Vido analisa a atual temporada rubro-negra até o momento

2021 já está praticamente acabando e 2022 está prestes a começar. E o basquete do Flamengo segue fazendo um bom papel tanto no NBB, na Champions League Américas e vive forte a expectativa para a disputa da Copa Intercontinental em fevereiro do próximo ano. O Garrafão Rubro-Negro entrevistou Marcelo Vido com exclusividade e o diretor executivo de esportes olímpicos do Flamengo fez uma análise da atual temporada do basquete do clube como um todo desde a equipe profissional até a sua base.

Entrevista – Marcelo Vido

Primeiramente, Vido como a diretoria analisa o desempenho do basquete adulto do Flamengo nesse momento da temporada com boa parte do turno do NBB já finalizado e a primeira janela da Champions League Américas também?

“Após uma temporada espetacular em 20/21, com conquistas em todas as competições das quais o Orgulho da Nação participou, o grande desafio foi arquitetar um novo elenco ainda mais competitivo, pois a atual temporada 21/22 é ainda mais desafiadora. E gostamos de desafios cada vez maiores! Com a saída de alguns jogadores importantes, sabíamos que, além de repor com outros de alto nível, teríamos de ter tempo para que o grupo pudesse desenvolver todo o potencial com o plano de jogo do técnico Gustavo De Conti. E assim está sendo trabalhado e desenvolvido. Ganhamos o Carioca, que tem nível técnico mais baixo, e começamos relativamente bem o NBB, assim como a BCLA. Vale ressaltar que, devido ao calendário, não pudemos realizar um número maior de jogos amistosos na pré-temporada.”

Buscando respeitar os protocolos de segurança, a torcida voltou aos jogos do basquete nessa temporada. Como a diretoria vê esse retorno do público aos jogos no Maracanãzinho? O baixo público já era esperado por vocês em razão da insegurança por parte de alguns ainda com a Covid-19 e as suas variantes?

“Nós sempre sonhamos em ver o Maracanãzinho com público e com a Nação incentivando nossa equipe. Entendemos que é um recomeço depois de um período muito difícil que todos nós estamos passando. Outro fator pode ser a recente epidemia da Influenza aqui na cidade do Rio de Janeiro. Estamos trabalhando em algumas frentes para promover e divulgar os nossos jogos, como o lançamento do Pacote de Ingressos para toda a primeira fase do NBB, preços acessíveis, o fácil acesso ao Maracanãzinho e, principalmente, o Projeto Invasão Cultural que é realizado antes dos jogos com atrações musicais.”

O projeto “Invasão Cultural” com shows antes dos jogos no Maracanãzinho. (Flamengo)

Falando um pouco sobre a base, o clube no cenário estadual praticamente dominou todas as categorias e mostrou a sua hegemonia. Já no cenário nacional, se teve um choque de realidade em torneios como a LDB. Daríamos pra dizer que a base no cenário nacional é algo que ainda precisa de uma atenção maior da diretoria do Flamengo nas próximas temporadas?

“Devemos ganhar quase todas as categorias esse ano no Estado do Rio de Janeiro.No Cenário Nacional, de acordo com o Ranking do CBC, foram realizados 5 CBIs (contando o NBB) e ganhamos duas competições. Com isso, estamos em primeiro no Ranking (https://cbclubes.org.br/quadro-geral-medalhas-esporte/3). Mas sim, esperávamos mais na LDB e no Sub-19. Temos de avaliar internamente os pontos a serem melhorados.”

Recentemente tivemos o anúncio da aposentadoria do armador Gegê das quadras. Como você, integrante da diretoria rubro-negra, descreveria a importância que ele teve na história recente e vitoriosa do basquete do Flamengo?

“Ficamos surpresos com a aposentadoria do Gegê, pois é um atleta que tem jogado bem nos últimos anos. A carreira vitoriosa dele é impressionante. Com o Flamengo, ganhou muitos títulos entre 2013 e 2016 (4 NBBs, 1 LDA, 1 Intercontinental, 1 LDB além de todos os campeonatos cariocas). Temos um grande respeito pela carreira vitoriosa pelo clube e pelo atleta fora da quadra que sempre pautou sua conduta.”

Para encerrar. Ano de 2022 já está batendo a porta. Qual a sua expectativa para a disputa do Mundial de Clubes no Egito em fevereiro? E o Flamengo passando para a fase final da Champions League Américas, o clube brigará para ser sede desse momento decisivo do torneio?

“Como disse anteriormente, o nosso grande sonho é o Bi Mundial com a conquista da Copa Intercontinental (Campeonato Mundial Interclubes) em fevereiro, no Cairo. Até lá queremos conquistar o tri do Super 8 (em janeiro). E estamos trabalhando e focados no Mundial. Em abril, teremos o Super 8 Final da BCLA e queremos conquistar também. Quanto a possibilidade de ser sede, depende de muitos fatores que iremos avaliar.”

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