Confiança no recomeço – Vitor Faverani fala da retomada como jogador profissional dentro das quadras

“A vontade de se preparar tem que ser maior do que a vontade de vencer. Vencer será consequência da boa preparação”. Essa frase do livro “Transformando o suor em ouro”, do técnico Bernardinho, pode muito bem ilustrar o que vem sendo os últimos meses do pivô Vitor Faverani dentro do Flamengo. O pivô usou toda a estrutura do clube e do CUIDAR para retomar sua carreira profissional dentro das quadras e irá defender o orgulho da nação nessa temporada.

São mais de dois anos sem um jogo oficial no currículo, mas a vontade de se preparar da melhor forma e ser um elemento agregador ao elenco mostra um Vitor Faverani cada vez mais amadurecido como pessoa e profissional. O Garrafão Rubro-Negro realizou uma entrevista exclusiva com o pivô que falou sobre todo o processo.

Entrevista – Vitor Faverani

Primeiramente, Vitor como está sendo pra você a volta da rotina de treinamentos a partir de agora com todos os companheiros de elenco?

“Bom, a rotina está sendo divertida, mas também está sendo bastante difícil pela volta de todos os meus companheiros e a minha dinâmica. Eu estava bastante tempo fora e a dinâmica fica fácil e também difícil. E atualmente estar junto aos meus companheiros isso só me ajuda e estou buscando melhorar a cada dia.”

Você teve a oportunidade de treinar e jogar em grandes estruturas do basquete mundial seja na NBA e na Liga ACB. Como você avalia a estrutura que o basquete do Flamengo oferece aos jogadores no dia a dia no basquete?

“Já falei isso uma vez, grandes clubes quando a gente pensa os lá de fora deveriam viajar até o Brasil para aprender e dar a estrutura que o Flamengo tem. O que o Flamengo me oferece, nem outro lugar que eu já joguei tem essa estrutura e oferece esse cuidado que o clube tem pelos jogadores.”

Jovens da base do basquete rubro-negro nas suas redes sociais já demonstraram que é uma honra e uma grande oportunidade treinar com você no dia a dia do Flamengo. Como você recebe o elogio desses jovens? E como está sendo esse contato diário com eles no dia a dia?

“Já tive nesse lugar. É estranho você chegar numa nova cidade. Eu já fui jovem e tive a honra e o prazer de treinar com grandes jogadores. Agora estou vendo o outro lado no Flamengo, eles treinando comigo e o JP Batista.  Estamos ajudando-os com a experiência que a gente tem. E na fase que eu me encontro fisicamente, a ajuda deles com a minha pessoa é maior do que a que eu posso oferecer. Eu consigo ver o talento, o físico, a vontade dos jovens da base do basquete aqui do Flamengo e se eu estou servindo para ajudar eles isso pra mim é um grande orgulho.

A experiência no garrafão rubro-negro nessa nova temporada. (Paula Reis/Flamengo)

Pra terminar, você sempre foi um atleta muito competitivo e agora falta pouco para você de fato voltar a jogar profissionalmente. Como você está se sentindo fisicamente e na parte clinica? E você coloca algum percentual de querer ser aquele Faverani dos tempos de Liga ACB e NBA, ou seja, se eu conseguir jogar 70% do que eu conseguia nesses clubes já estarei feliz ou simplesmente a possibilidade de voltar a jogar e contribuir com o time no seu eu já seria algo extraordinário?

“Na parte clinica eu cada dia me sinto melhor. Realmente eu estou fazendo coisas que eu pensei que não faria nunca. Então isso é bem satisfatório tanto para mim e para a galera que está comigo nesse tratamento pela minha volta. Eu não coloco nenhuma meta ou objetivo nesse meu retorno. Não sei quais serão as minhas limitações na hora de jogar.  O meu objetivo não é ser o Faverani que estava na NBA e nem o da Liga ACB. É ser um novo Vitor que está voltando agora depois de uma lesão grave que levou muito tempo de recuperação e quero dar o meu melhor para o time. Criar expectativa para as pessoas nunca é bom. A expectativa das pessoas que acompanham o esporte é uma. Eles criam algo dentro da cabeça deles que possa ser ilustrado como um livro e quando o jogo ocorre pode ser ilustrado como um filme e talvez a expectativa não seja aquelas que eles estavam imaginando. Eu simplesmente quero ajudar o time em tudo que eu puder. Eu já conversei com o Gustavinho e sei o que ele quer de mim nesse começo de temporada e com a oportunidade que eu estou tendo eu não posso pedir muita coisa. Tudo que vem para mim agora é lucro. Eu pensei que não poderia mais fazer, jogar basquete pra mim todo dia é um dia novo, uma sensação nova. Quero ajudar o time, dar o sangue por essa camisa como eu sempre fiz.  Meu objetivo no Flamengo é fazer isso.”

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