Marcelo Vido analisa o planejamento do basquete rubro-negro nessa nova temporada

Um elenco competitivo dentro de quadra só se torna possível com um bom planejamento e a possibilidade de contar com um bom orçamento para a contratação de bons jogadores. Toda a temporada, o Flamengo têm feito em média de 4 a 5 alterações no seu plantel visando as disputas das competições em quadra. O Garrafão Rubro-Negro conversou com exclusividade com Marcelo Vido, diretor executivo de esportes olímpicos, sobre como foi feito o planejamento para essa nova temporada, os desafios da diretoria ainda nesse momento de pandemia, o atual cenário da base do basquete do Flamengo e se o elenco pode ter ou não um reforço pontual em 2022.

Entrevista

Marcelo Vido – diretor executivo de esportes olímpicos

Primeiramente, Marcelo Vido se você tivesse que resumir quais foram os principais desafios que a diretoria enfrentou na temporada que acabou ganhando tudo dentro de quadra? Uma temporada com a pandemia ainda presente acabou sendo um fator que mudou as variáveis de planejamento ao longo de cada campeonato?

O primeiro grande desafio foi a realização de uma temporada durante a pandemia. Foi um ano que tivemos várias preocupações, desde a saúde dos atletas/CT, assim como os familiares de todos. Os protocolos de saúde foram outros fatores importantes para a segurança na realização dos treinos, viagens, hospedagens e jogos. Enfrentamos também a insegurança e o medo nesse período. O lado humano é importante demais nesses momentos.

Primeiro em relação aos protocolos, depois a alteração de todo o regulamento das competições em que o fator saúde foi essencial para todos e, finalmente, o engajamento de todos os profissionais do basquete e da área de saúde do clube. Uma temporada muito desafiadora e muito exitosa. Ficará na memória de todos os rubro-negros e amantes da modalidade. Retomamos a América que era, também, nosso grande objetivo que nos qualificou para a disputa do Mundial no próximo ano.

No ano que o Flamengo ganhou o Mundial em 2014 você ressaltou em uma entrevista para o Garrafão Rubro-Negro que os títulos sempre tem o seu ônus e o seu bônus para o clube. Trazendo esse panorama para o que ocorreu na temporada passada, qual seria pra você o bônus e o ônus que o clube colheu após tantas conquistas?

Inicialmente, acredito que ganhando ou perdendo sempre temos que realizar algumas modificações e, logicamente, nas novas proposta táticas que serão implementadas pela área técnica acompanhando as tendências do basquete moderno e na montagem da equipe em seus próximos desafios. Perdemos uma das nossas maiores estrelas nesse período de oito anos que foi o Marquinhos. Não chegamos a um acordo contratual e não foi possível a renovação. O Marquinhos foi muito importante nesse período vencedor do CRF, mas também acredito que o clube foi muito importante para ele. É uma via de mão dupla. Agradeço muito pelo que ele fez pelo Flamengo.  Será um eterno ídolo rubro-negro. Tivemos outras perdas, mas com o trabalho de mapeamento do mercado realizado pelo Diego Jeleilate e Gustavo de Conti conseguimos excelentes atletas para a temporada 21/22.

Nessa última temporada, o Flamengo fez a parceria com Blumenau e acabou ficando em segundo lugar no Brasileiro organizado pela CBB. Qual a avaliação que a diretoria faz sobre o que foi essa parceria?

Essa parceria nasceu com o interesse do CRF e de Blumenau para o desenvolvimento de jovens do Flamengo mesclando com atletas mais experientes da cidade. Estamos em período de avaliação da parceria. Devemos continuar com algumas melhorias.

Você em anos anteriores sempre frisava que o Flamengo precisava olhar com mais cuidado e carinho pra sua base pensando a médio e longo prazo. Como tu avalia a base rubro-negra hoje?

Hoje a base rubro-negra está bem estruturada com uma metodologia e integração entre todas idades começando pela escola de basquete. Para a base foi um período muito difícil pela ausência de diversas competições devido a pandemia.

O Flamengo perdeu referencias para o torcedor na última temporada que foram Marquinhos e Hetthsheimeir. E a torcida logo após a saída desses dois jogadores, pediu a contratação de grandes jogadores e alguns deles com salários a nível ACB. Você poderia explicar como funciona o planejamento rubro-negro na questão do orçamento para cada temporada? Em outras temporadas, o clube sempre deixava uma folga pra uma contratação pontual para uma competição internacional, o cenário se repete na nova temporada?

Como falei anteriormente, após uma temporada vencedora como foi 2020/21, vamos lidar com algumas mudanças de elenco dentro da filosofia do clube. Há um orçamento definido de acordo com os contratos de patrocinadores/apoiadores, sempre com foco em manter a sustentabilidade financeira do basquete adulto. E com esse orçamento, temos que formar a equipe mais forte e competitiva sempre em sintonia com o técnico, Gustavo de Conti. Os atletas sabem da responsabilidade e estrutura que podemos oferecer, assim como um calendário muito motivador para a vinda de grandes jogadores. Muitos querem vir para ter essa experiência com o Flamengo e sentir de perto a força da Nação. Espero que possamos ter o público de volta aos ginásios a partir do final do ano quando todos os brasileiros já deverão ter sido vacinados. Vale informar que vamos disputar três competições no Brasil (Carioca, Super 8 e NBB) e duas internacionais que são a Champions League 3 e a Copa Intercontinental (Mundial). Hoje temos quatro estrangeiros, limite máximo para o NBB. Entretanto, tanto para a BCLA quanto para o Mundial é permitido a contratação pontual, sempre respeitando o orçamento aprovado.

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3 comentários sobre “Marcelo Vido analisa o planejamento do basquete rubro-negro nessa nova temporada

  1. Atualmente, qual é o quarto estrangeiro que completa o limite para o NBB ?
    Lembro que ainda temos o Balbi, e mais recentemente o Robinson e o Tucker. Que eu saiba, o Luke Martinez voltou para o México.

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