Entrevista exclusiva – Delano Franco

A pandemia da Covid-19 ao contrário de outras partes do mundo continua impactando muito o andamento dos campeonatos esportivos dentro do Brasil. E o NBB não seria livre do vírus e novamente nessa temporada teve que se adaptar ao andamento da pandemia dentro do país. O Garrafão Rubro-Negro conversou com exclusividade com Delano Franco, atual presidente da LNB, que abordou vários temas relacionados a realização do NBB e o impacto direto da pandemia na competição.

Delano Franco que antes de assumir a presidência da LNB chegou a ser vice-presidente de esportes olímpicos do Flamengo nos dois anos iniciais da gestão do Rodolfo Landim.

Seguindo o mesmo critério utilizado na temporada passada, o Garrafão Rubro-Negro nesse momento não irá no site fazer nenhuma análise critica sobre os pontos positivos e negativos sobre o NBB dessa temporada. Acreditamos que somente com a temporada encerrada poderemos ter sim uma análise mais justa dos fatos e trazendo argumentos para pontuar cada colocação que será feita.

Entrevista – Delano Franco

Primeiramente, Delano Franco quais seriam seus desafios e objetivos nesse primeiro ano como presidente da LNB?

A LNB é uma entidade democrática, gerida pelos clubes com apoio da diretoria voluntária e de um corpo técnico de excelência, que eu e o vice Carlos Donzelli nos propusemos a coordenar nesses próximos dois anos. Falarei, dessa forma, ao longo desta conversa, dos desafios e objetivos que possuímos coletivamente, como ecossistema.

Temos de imediato a tarefa de produzir um Jogo das Estrelas especial, conectado ao momento que a sociedade está vivendo, sob o impacto da Covid. O evento terá um cunho social, deixando de lado desta vez a pegada mais festiva. Haverá ações beneficentes direcionadas às populações vulneráveis, em conjunto com os patrocinadores. As associações dos atletas, técnicos e árbitros estão conosco nesse movimento de solidariedade.

Também no curto prazo, temos o desafio de dar continuidade ao NBB em meio à nova onda da pandemia. Para isso reforçamos ainda mais a rigidez do nosso protocolo, com base em nosso comitê de saúde. Nossa tabela em mini-sedes vem sendo um importante redutor de riscos.

Pensando em passos que queremos dar, ligados ao médio / longo prazos, são em geral ligados ao fortalecimento econômico da Liga. A entidade é um case de sucesso, que consolidou seus produtos sob os aspectos esportivo e de posicionamento de marketing sem se descuidar das finanças. Queremos avançar, gerando mais receitas, criando novos produtos e elevando os benefícios proporcionados aos membros de nosso ecossistema, dentre eles em especial os clubes participantes. Criar um fundo financeiro que nos dê maior tranquilidade para pensar além da temporada corrente, aprofundar a parceria com o CBC, entidade de grande relevância no cenário atual dos esportes olímpicos.

Covid-19 e protocolos

Você anteriormente ocupava a vice-presidência de esportes olímpicos de um dos clubes com maior orçamento dentro do NBB, o Flamengo, e isso nesse momento de pandemia, permitia um controle e testagem até mais frequente sobre a Covid-19. Agora como presidente da LNB e tendo uma visão mais ampla, podemos dizer que os custos de testagem é o grande desafio diário que os clubes vêm passando nas duas últimas temporadas do NBB? E a Liga vem de alguma forma tentando ajudar a amenizar esses custos oferecendo ou buscando parcerias com laboratórios?

O custo de testagem é realmente relevante, mas é um investimento necessário na saúde dos atletas e demais participantes. A LNB formou parceria com um fornecedor de testes desde o início da temporada de modo a baratear os testes. Além disso, obtivemos apoio do CBC para a logística da temporada regular, o que reduziu expressivamente as despesas dos clubes.

A LNB vem buscando diariamente analisar e melhorar o protocolo da Covid-19 aprovado pelos clubes para os jogos. O Flamengo teve vários jogadores e membros da comissão técnica contaminados durante a competição e mais recentemente tivemos uma grande quantidade de jogadores contaminados tanto no Pinheiros e no São Paulo. Qual seria a sua avaliação sobre o protocolo vigente no NBB e o quadro da pandemia dentro do Estado de São Paulo preocupa a LNB?

Nosso protocolo é revisitado e reavaliado constantemente. Após a primeira mini-sede pudemos observar alguns gaps e saná-los. Avalio que o protocolo da NBB seja uma referência no esporte nacional, e tem sido usado pelo próprio governo de SP para balizar outras modalidades.

Estamos atentos ao desenrolar da pandemia, não só em São Paulo mas em todos os estados em que atuamos. Temos tornado nosso protocolo ainda mais rígido com o recrudescimento dessa nova onda do Covid. Todos os participantes da competição possuem consciência da importância de segui-lo com rigor.

*Em razão do decreto da Fase Emergencial em São Paulo divulgado na semana passada, os jogos restantes do returno do NBB e o Jogo das Estrelas foram transferidos para o Rio de Janeiro. A LNB acatou a decisão do governador João Dória e fica registrado que a entrevista do Delano Franco foi concedida antes da publicação desse decreto.

Jogo das Estrelas

Uma temporada atípica ainda marcada pela pandemia terá um Jogo das Estrelas diferente. Você poderia falar um pouco mais da ação social que irá ocorrer no Jogo das Estrelas dessa temporada? E como a LNB pretende aproximar o torcedor desse evento já que não poderemos ter público no ginásio?

Como dito em pergunta anterior, o Jogo das Estrelas será diferente este ano, com atletas, técnicos, árbitros, dirigentes, patrocinadores engajados numa ação social. Acredito que o evento deixará nosso ecossistema orgulhoso.

O Jogo das Estrelas será também uma grande experiência interativa para os fãs, com inovações nas transmissões  e no engajamento através de plataformas sociais.De grande importância, buscamos dar as mãos aos demais atores da organização e apoio ao basquete no Brasil – CBB, COB, CBC

Sobre o playoff do NBB dessa temporada, a LNB informa que os clubes chegaram a cogitar a possibilidade de os times classificados atuarem em seus ginásios durante a fase decisiva da competição. Mas não é nada ainda aprovado e sacramentado, tudo poderá ser modificado e analisado em razão do andamento da pandemia da Covid-19 dentro do país.

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