Diego Jeleilate destaca o momento da base do Flamengo e o aprendizado da derrota na Champions League

A situação no mundo ainda é de pandemia da Covid-19, mas o esporte já retomou suas atividades respeitando todos os protocolos possíveis. A base do basquete do Flamengo já retornou as quadras na categoria sub-17 e sub-19. O Garrafão Rubro-Negro conversou com exclusividade com Diego Jeleilate que explicou o atual momento da base do basquete do Flamengo, o empréstimo de jogadores e quais foram os primeiros aprendizados da derrota da equipe profissional na decisão da Champions League Américas.

Diego Jeleilate – gerente do basquete do Flamengo

1-Primeiramente Diego como está sendo o trabalho na base do basquete rubro-negro nesse retorno das atividades ainda nesse momento de pandemia? A realização do Estadual Sub-19 acaba sendo um bom recorte para a diretoria entender o momento da pandemia e adaptar os protocolos com os jovens atletas da base?

“O trabalho esse ano foi muito mais difícil por conta da pandemia, mas aos poucos e com segurança estamos retomando. Inicialmente vamos participar dos Campeonatos Estaduais Sub 19 e Sub 17, e ir avaliando gradativamente as demais categorias. Seguindo todos os protocolos e diretrizes que o CUIDAR e os órgãos responsáveis preconizarem.”

Elenco rubro-negro Sub-17 para a disputa do Estadual dessa temporada. (Aline Miranda/FBERJ)

2-Durante a paralisação das atividades em razão da pandemia, vários atletas da base deram exemplo em suas redes sociais sobre como estavam respeitando os protocolos contra a Covid-19. Esse comprometimento dos atletas acaba por dar uma segurança maior no investimento nos seus talentos foi uma decisão acertada da diretoria?

“Estamos trabalhando em um perfil de atleta que queremos formar para o basquete, mas também para a sociedade. O Flamengo foi ativo durante toda a pandemia, não dispensou nenhum atleta e arcou com tudo que se comprometeu com eles. Deixamos um incansável departamento multidisciplinar à disposição de todos e ressalto que principalmente médicos, técnicos, preparadores e psicólogos foram incansáveis nesse período. Não esperava outra postura de nossos atletas de base e tivemos um número insignificante de jogadores contaminados, o que traduz bem esses cuidados, sabendo que temos um grupo bem heterogêneo com relação à classe social.”

3-O Flamengo emprestou atletas da base para a Liga Sorocabana para a disputa do Paulista e emprestou jogadores como o Matheusinho e o Tulio da Silva para o Pato Basquete e o Caxias Basquete para a disputa do NBB. Diego como tu explica a importância desse processo para o Flamengo e para esses jovens valores do basquete brasileiro?

“Na verdade, o Flamengo já vem praticando esse conceito de colocar jogador nas outras equipes desde 2018. Fizemos isso com outros atletas, porém, o modelo de empréstimo contratual foi iniciado agora com o Matheusinho e o Túlio, pois são atletas já profissionais. Considero super importante esse tipo de oportunidade para os jovens, pois isso nos ajuda a acelerar o desenvolvimento deles. Seguiremos atentos ao mercado e sempre buscando formar esses atletas em todos as esferas e, quando identificarmos oportunidades que serão construtivas para essa formação, levaremos para a diretoria.”

4-  Existe a expectativa da CBB confirmar a participação do Flamengo no seu Campeonato Brasileiro, o time rubro-negro seria formado por jogadores da base. Tendo essa confirmação da participação, o que levou a diretoria a aceitar participar desse torneio?

“O Flamengo vai participar do campeonato da CBB de qualquer forma, mas podendo ser como Flamengo ou com alguma parceria. A decisão é baseada justamente nessa formação integral dos atletas já que o fato de termos um Adulto muito forte minimiza a oportunidade dos jovens atuarem com mais volume. Nesse sentido, jogar o torneio da CBB será uma excelente oportunidade para os atletas jovens desenvolverem seu basquete em um nível acima das categorias de base.”

Segundo informações divulgadas ontem pelo blog do Souza existe a possibilidade do Flamengo e Blumenau fecharem uma parceria na qual o time rubro-negro cederia alguns jogadores para a equipe catarinense.

5 -Falando da equipe adulta, quais seriam os primeiros aprendizados que você diria que ficam da derrota na final da Champions League Américas?

“Essa pandemia infelizmente alterou todo o nosso planejamento, pois iniciamos a temporada com um time e encerramos com outro, e iniciamos com um regulamento e terminamos com outro. Decidiríamos em um momento que o time já estava com um certo conjunto e, agora, decidimos no início da temporada, de um trabalho, e isso não é o normal. Lições são muitas, principalmente de que não devemos nos permitir certas coisas, mas a principal lição que o esporte já me deu na vida é de que temos que nos recuperar logo e, com certeza, já estamos trabalhando para isso. Derrota dura, mas de uma temporada muito atípica e que, se Deus quiser, não vai acontecer mais. O Flamengo demonstrou com exemplo o que fez por essa BCLA e vamos vir mais fortes ainda para a próxima.”

O aprendizado da derrota do time rubro-negro na derrota da Champions League Américas. (FIBA)

6 -Para encerrar, na temporada passada, o Flamengo acabou fazendo alteração no seu elenco durante a temporada. A saída de Leron Black e a chegada do Panchi Barrera. Para essa atual temporada, o elenco rubro-negro está fechado ou a diretoria está atenta a oportunidade que possa aparecer no mercado para reforçar ainda mais seu elenco com um novo jogador estrangeiro, não necessariamente um norte-americano?

“Um time como o Flamengo só pode falar que está fechado quando o prazo de inscrição não permitir trazer mais nenhum atleta. Para esse ano especificamente não temos nada planejado, pois temos responsabilidade orçamentária, mas pode ser que talvez em 2021, em caso de necessidade médica, física ou técnica, se acharmos necessário. Deixamos duas vagas de estrangeiros abertas para isso.”

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