Gegê relembra momentos marcantes da sua passagem pelo Flamengo

A história de conquistas nacionais e internacionais do basquete rubro-negro contou com a participação de grandes jogadores em quadra. O blog Garrafão Rubro-Negro apresenta uma entrevista exclusiva com um desses grandes jogadores, o armador Gegê. O armador fala da sua gratidão ao torcedor e citou momentos marcantes da sua trajetória pelo Flamengo.

Entrevista – Gegê

Primeiramente, Gegê como é pra você sempre receber o reconhecido do torcedor rubro-negro pelo que você fez pelo clube dentro das quadras?  Como descrever essa gratidão da nação pela sua ajuda e contribuição na história do basquete do Flamengo?

“ Muito especial receber todo esse carinho da nação rubro-negra por tudo que foi conquistado e tudo que foi feito dentro de quadra. A identificação que a gente tem é muito grande e com certeza eles me viam como mais um deles dentro de quadra e isso é muito gratificante pra mim depois de quatro anos longe do Flamengo. E sempre eu recebo esse carinho seja por rede social, mensagens e também quando jogo contra o Flamengo. O torcedor vem sempre relembrando as histórias, pedindo uma volta. É uma coisa que mexe muito comigo e eu vou levar sempre esse carinho. E é uma coisa que está marcada na história das conquistas do Flamengo, graças a Deus o meu nome está marcado. Foram temporadas muito importantes não somente para o clube, mas também para a minha carreira. Então fico feliz por todo esse reconhecimento.”

Nos últimos 12 anos, o Flamengo dentro de quadra conquistou 5 Brasileiros em quadra e você esteve em 4 delas. Como é figurar entre os maiores campeões brasileiros pelo Flamengo junto com Marcelinho, Marquinhos e Olivinha?

“Fico muito feliz e é uma alegria muito grande. Primeiro por ter marcado meu nome na história do Flamengo. Foram muitas conquistas importantes, títulos de expressões, muita entrega, muita identificação com a torcida, e principalmente ter meu nome linkado a grandes nomes do basquete. Marcelinho que pra mim é o maior dentro da história do Flamengo. E na atualidade, são o Marquinhos e o Olivinha. Sem dúvida ter o meu nome junto a eles e o número de títulos com eles, é algo que me marcou, me marca e está marcado na história do basquete do Flamengo. Isso não tem como apagar, não tem como mudar. Quem sabe acrescentar isso lá na frente, pode aumentar esse número. Isso é coisa pra pensar mais pra frente. E a satisfação é muito grande de ter meu nome junto com esses ídolos, ter feito a história com eles e principalmente ter colocado o Flamengo no topo do Brasil e do mundo.”

O torcedor rubro-negro que passou a acompanhar o basquete do Flamengo recentemente não tem a noção do que era os jogos do time rubro-negro no Tijuca aos sábados em 2013 e 2014, com o ginásio completamente abarrotado e uma atmosfera única. Quais são as suas lembranças desses jogos no Tijuca? Tem algum jogo em especial que você se recorda?

“É realmente mudou bastante. A galera que acompanha agora não tem muito a ideia do que era. Ingressos esgotados em minutos, filas enormes no Tijuca, muita gente do lado de fora, era um calor humano, uma atmosfera incrível. Era o nosso caldeirão. A gente sabia que perder um jogo ali, o adversário tinha que fazer um jogo perfeito. Foram poucas derrotas que aconteceram se a gente parar pra pensar. Nosso aproveitamento com a torcida ali em quadra era algo magnifico, assustador. E tem muitos jogos no Tijuca que me marcaram, ainda mais porque eles me conheciam bem. Me lembro de vários jogos que a gente virou o placar, a torcida apoiou e empurrou a gente. Acho que uma das séries da semifinal contra Mogi no Tijuca foi muito legal. E são vários jogos, se eu falar de um somente vai acabar sendo injustiça.  Os jogos nos 4 anos, principalmente nos 3 primeiros anos era casa cheia o tempo inteiro. O primeiro ano foi recorde de público atrás de recorde de público. Foi muito legal e foi muito marcante. E eu guardo esses jogos com muito carinho e espero que os torcedores sempre se recordem dessas temporadas.”

Você sempre foi uma pessoa que soube separar muito bem seu lado pessoal e profissional e nunca escondeu que no futebol tinha a sua torcida pelo Flamengo. No ano passado, no dia da final da Libertadores, você chegou a postar uma foto imitando o Gabigol. E se tratando disso como foi pra você como torcedor ver o ano mágico do futebol do Flamengo distante dos jogos presenciais e principalmente do Maracanã?

“Eu sempre fui muito sincero em tudo que eu falei, por onde passei e nos clubes eu joguei e quando eu entrei e sai do Flamengo foi pela porta da frente. Nunca escondei de ninguém o meu coração e meu sentimento pelo Flamengo. Mas quando é o lado profissional, independente de qual seja o clube, eu vou jogar com todas as minhas forças e não importa quem seja o adversário. Isso eu provei ano após ano e ninguém pode questionar isso e nem duvidar do meu profissionalismo. Mas o que eu gosto fora de quadra, minha relação, minha vontade, eu nunca escondi de ninguém, eu fui muito sincero e esse é o meu jeito de ser. E acompanhar as conquistas do futebol foi muito legal, eu estava longe, não podia acompanhar de perto, como sempre acompanhei, mas foi muito legal ver as conquistas do futebol e lembrou bastante as nossas temporadas vitoriosas no basquete também. E acabava que o torcedor aparecia muito no basquete em razão do mal momento do futebol vivia e o desafogo do torcedor rubro-negro era acompanhar o basquete.  E eu poder ver que o clube está crescendo, todas as modalidades e o futebol que sempre foi o carro chefe do Flamengo voltando a ser vitorioso. Eu particularmente fiquei muito feliz, pena não ter estado mais de perto para ter acompanhado tudo isso, mas meus amigos estavam lá. E foi muito legal. E eu sendo torcedor e esse carinho que eu recebo por isso, a minha sinceridade, não somente de torcedores do Flamengo, mas de outras pessoas de outros clubes que entendem essa paixão, me respeitam e sabem por onde eu passei eu sempre dei o meu melhor, conquistei muitas coisas em outros clubes e isso nunca foi um empecilho na minha carreira.  E repito sempre vai ser assim.”

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Para encerrar, quem gosta e curte o seu basquete viu sua trajetória na temporada passada no Pato Basquete. Como foi a oportunidade de defender o Pato Basquete no NBB? E qual mensagem tu deixarias aos torcedores do Pato que te apoiaram no ginásio?

“Primeiramente é muito legal saber que a galera me acompanha, não somente do Flamengo, mas de Bauru também, de Minas, Rio Claro. Por onde passei sempre sai pela porta da frente. Sempre recebo carinho desses torcedores e fico muito feliz de saber que eles me acompanham. Foi muito especial, foi diferente, ser um líder de um projeto novo, um projeto ambicioso, uma novidade pra cidade e essa cidade que me acolheu muito bem e me recebeu de braços abertos. Eu espero que eu tenha contribuído com o projeto. E falando individualmente eu consegui fazer mais um ano positivo, muito bom, de destaque nas assistências e nas roubadas de bola. Ter podido figurar entre os lideres do campeonato foi muito bom pra mim.  E eu trocaria quaisquer estatísticas dessas por títulos, mas no Pato não foi possível. É um projeto novo, embrionário, primeiro ano na Liga, muita novidade, as pessoas aprendendo muito, e eu fora de quadra também exerci uma função muito grande, muita responsabilidade em cima do Gegê, foi muito legal. Poder dar conta disso tudo, pegar mais casca, mais amadurecimento, hoje eu tenho certeza que estou pronto para encarar qualquer desafio, qualquer clube que seja, em razão dessa bagagem que peguei nesses anos todos e no Pato principalmente, por ter vivido esse momento diferente. Poder exercer essa liderança que eu sempre pude buscar nos companheiros que eu tive, grandes nomes – Marcelinho, Marquinhos, Alex, Olivinha – como sugar a liderança deles e colocar elas em prática. Foi muito legal, pena que eles não tivemos a chance de concluir a temporada, mas espero que a torcida do Pato sempre carregue muito carinho comigo assim como os outros clubes, que guardem lembranças positivas minhas e espero que o NBB volte logo para todo mundo para a gente viver esse momento.”

Gegê atuou pelo Pato Basquete na última temporada do NBB. (Arthur Marega)

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