Marcelinho Machado e a solidariedade aos jovens do projeto”M4 nas escolas” nesse momento de pandemia

O mundo vive diariamente o impacto da Covid-19 e os jovens acabaram ficando impossibilitados de irem as escolas e também realizarem a prática esportiva com seus amigos. E qual seria a consequência desse coronavírus dentro de um projeto social? O blog Garrafão Rubro-Negro conversou com Marcelinho Machado, eterno ídolo da nação, sobre o coronavírus, o impacto no “M4 nas escolas”, a corrente de solidariedade para os jovens que integram o projeto e iremos informar quem quiser, como poderá ser mais um nessa corrente do bem.

Marcelinho Machado – ídolo do basquete rubro-negro e idealizador do “M4 nas escolas”

Primeiramente, Marcelinho como você vê o impacto da pandemia no dia a dia do projeto M4 nas escolas? Existe alguma atividade que está sendo feita online com os jovens do projeto ou no momento todas se encontram paralisadas?

“É uma situação que está afetando a vida de todo mundo. Estamos vivendo dias difíceis em todos os sentidos porque nunca a nossa rotina foi tão impactada, e de maneira tão brusca, como com essa pandemia. O mundo inteiro está sofrendo e precisamos ter paciência e consciência de que isso vai passar, pode demorar um pouco ainda, mas vai passar. Infelizmente, com o isolamento social, as nossas aulas estão suspensas. Era necessário, claro, não há dúvidas disso e seguimos todas as orientações das autoridades, estamos instruindo nossos alunos e os responsáveis com informações por grupos de whatsapp e pelas redes sociais também, além de conteúdos para os meninos, meninas e suas famílias. Temos divulgado vídeos dos professores com exercícios, promovendo desafios, concursos culturais, estimulando a interação, dando dicas de filmes, livros, atividades, vou fazer uma live com os alunos neste sábado também, enfim, estamos tentando levar um pouco de entretenimento e conteúdo nesse momento para eles. Temos uma relação muito próxima dos alunos, mas com todas as aulas paralisadas, seguimos trabalhando de forma a atender essa garotada, seja no contato com os professores ou no contato com as nossas psicólogas. Estamos aprendendo todos os dias como lidar com essa situação e a estarmos longe, mas próximos de alguma forma de todos eles.”

Nesse momento de pandemia estamos vendo muitos exemplos de solidariedade. O que você poderia falar dos parceiros que estão ajudando os jovens do projeto com a doação de alimentos e produtos de higiene? E a pessoa que quiser se somar nessa corrente de solidariedade e quiser ajudar, como poderá ajudar?

“Tenho orgulho de ter parceiros que estão ao nosso lado em todos os momentos. Ao longo de 2019, fizemos vários passeios e oferecemos muitas experiências para a garotada, coisas que vão além das aulas na quadra e que fazem com que eles vivam coisas novas. Estamos vivendo um momento novo agora também, mas diferente, com limitações e em que todos estão preocupados com o dia a dia e como vai ser o futuro. Por isso falo que tenho orgulho dos nossos parceiros. O BV nos ajudou com cartões de alimentação para as famílias do projeto, das unidades do Andaraí e da Penha, conseguimos atender famílias da Taquara, onde nem conseguimos iniciar as aulas em 2020, com cestas básicas, estamos dando suporte a eles dentro do possível, sabemos o quanto é importante e o quanto isso faz bem para todos. Quem quiser ajudar, basta entrar em contato com a gente pelo Instagram @m4nasescolas, vai ser muito bom ter mais gente nessa corrente, é um momento delicado, de união e solidariedade, mas que vai fortalecer ainda mais essa relação que temos de carinho.”

Alguns desses jovens do projeto do “M4 nas escolas” moram em comunidades do Rio de Janeiro. Diante de um vírus tão severo como o da Covid-19 e a não possibilidade de um isolamento social grande, como você descreveria a sua preocupação com esses jovens diante desse cenário? E alguns jovens já te passaram algum relato sobre uma preocupação maior com a Covid-19 e a falta de apoio do poder público?

“Todos estamos preocupados. Temos conversado muito com os familiares, buscando informações mais precisas, dando dicas e orientações reforçando a questão do isolamento e da higiene. Sabemos que alguns podem ter um pouco mais de dificuldade, isso é uma realidade, há uma preocupação enorme com todos, independente de classe, condição social ou idade, a precaução é necessária, a prevenção é necessária, temos que nos cuidar e cuidar daqueles que estão à nossa volta.”

E para terminar, qual recado de otimismo e esperança você deixaria aos jovens do seu projeto sobre esse momento difícil e a expectativa pelo retorno das atividades em breve?

“Não há estimativa de retomada das atividades. E, quando for a hora, vamos seguir todos os protocolos de segurança, tudo precisa ser pensado para que não haja qualquer risco ou problema. Meu recado é para que fiquem em casa, se cuidem e tentem manter a cabeça boa, tentem manter uma rotina e pensar em coisas boas, em se ocupar com atividades que tragam diversão também. Nesse momento, precisamos respeitar a quarentena, o isolamento social, precisamos encontrar maneiras de minimizar esse momento, seja aproveitando para estudar, para assistir filmes, ler, brincar, especialmente em família. Estar em família é a maior segurança que podemos ter agora”

Para quem quiser e puder ajudar, o Instagram do “M4 nas escolas” – @m4nasescolas

Quem quiser conhecer mais sobre o projeto do Marcelinho Machado – http://m4nasescolas.com.br/

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