Rodrigo Galego fala sobre o momento da pandemia do coronavírus na base do basquete brasileiro e rubro-negro

O mundo vive um período de pandemia de coronavirus e o futuro do esporte na base vive a expectativa o que virá pela frente. O blog Garrafão Rubro-Negro conversou com Rodrigo Galego, técnico da categoria Sub-21, sobre como está sendo esse período da Covid-19 para os jovens do basquete do Flamengo e a lembrança da última conquista, última competição antes da paralisação do basquete no Brasil.

Rodrigo Galego – técnico da base

Primeiramente, Rodrigo Galego como está sendo pra você esse período de isolamento social?  Como está a saudade de treinar os jovens da base rubro-negra?

“Acredito que todos que trabalham com basquete, da mesma maneira que trabalhamos no Flamengo, estejam com saudade e vontade de voltar a fazer o que amam. Mas nesse momento a prioridade é a saúde e segurança de todos nós e de nossas famílias. Tem sido um momento difícil para todos e acredito que o importante, além de buscarmos estar bem, é fortalecermos essa mensagem de ficarmos em casa e ajudarmos a evitar que o vírus se espalhe. Quanto à ficar em casa, tenho tentado me manter útil, estudar um pouco o jogo, trocar ideia com outros técnicos, mas também com amigos que estavam distantes, cuidar da saúde mental, procurar ficar tranquilo, bem e disponível para ajudar a quem realmente necessita de ajuda numa hora como essa.”

A última competição oficial de basquete no Brasil foi o Brasileiro Sub-21 organizado pela CBB e conquistado pelo Flamengo. Quais são suas recordações desse torneio e qual é o peso de ter ganhado uma final contra o Pinheiros, que é visto como grande formador de atletas no país?

“Minhas recordações são as melhores dessa competição. Foi uma semana que a equipe conseguiu estar muito bem, focada e o principal para torneios “tiro curto” como esse, melhorando a cada jogo. Vencer na final o Pinheiros (que venceu tudo nessa idade no ano passado) foi importante para confirmarmos a evolução dos atletas no amadurecimento do jogo deles como equipe, que vinham tendo desde que comecei a trabalhar com o time em  março de 2019. É claro que é sempre bom vencer e isso ajuda a reforçar o que estamos tentando fazer no clube por toda a base, mas acredito que a missão maior ainda seja, de alguma forma, fazer com que estes atletas possam desenvolver melhor seu jogo para tornarem-se jogadores mais maduros e eficientes, para que possam ser possíveis peças no basquete adulto.  “

A comemoração do título brasileiro na base contra o Pinheiros. (CBB)

Em razão do coronavírus, várias competições da base a nível nacional e estadual estão suspensas no momento. Como você analisa o impacto da pandemia na formação e evolução dos atletas da base do Flamengo nessa temporada?

“Ficar parado por tanto tempo é claro que prejudica. Mas estamos vivendo um momento que está acima de qualquer evolução técnica de qualquer atleta ou equipe. É uma situação que põe em risco a vida. Logo, o foco é em manter-se saudável, cuidando de nossas famílias, amigos e de quem está próximo, para programar um retorno em breve. A formação dos atletas e a evolução deles serão retomadas quando tudo estiver sob controle e o Flamengo está muito atento a isso para oferecer a melhor situação possível. “

E pra terminar, no Brasil quem trabalha no esporte da base seja em qualquer modalidade é visto como guerreiro em razão da falta de investimento em competições e a falta de espaço para esses jovens poderem mostrar o seu real valor. Poderemos dizer que a base do basquete brasileiro, conforme você conversa com os amigos que estão na base, pode ter seu trabalho ainda mais prejudicado em razão do cenário da pandemia ou você acredita que a pandemia pode acabar por fortalecer a base com uma troca maior de experiencia de todos os envolvidos no esporte?

“Particularmente não vejo “vantagens” em estar acontecendo o que está acontecendo com o mundo. É um momento triste e a nossa principal contribuição atual é ficarmos em casa nos cuidando. Porém, já que estamos em casa, também é uma oportunidade de trocarmos conhecimento. O que vai acontecer daqui pra frente é o que somos capazes de fazer. É um momento em que teremos de repensar muita coisa. E já nesse processo tem-se trocado muita informação, muitas reuniões virtuais entre diversos agentes do esporte trocando conteúdo, muita gente podendo repensar seus trabalhos. Esse movimento é muito bacana. É o que nos resta por agora. Tomara que essa onda de troca de informações não perca a força quando as atividades se restabelecerem, pois é um movimento que em médio e longo prazo certamente pode ter efeito direto no trabalho com esporte como um todo.”

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