Marquinhos fala do adiamento da Olimpíada e a possibilidade de terminar a temporada sem torcedor no ginásio

Ansiedade e a expectativa pelo retorno dos jogos, mas a precaução no auge em razão do crescimento da pandemia do coronavírus no Brasil. Esse é o dilema que vive o esporte da bola laranja nesse momento no Brasil. O blog Garrafão Rubro-Negro conversou com o ala Marquinhos sobre esse momento do esporte diante da COVID-19, relembrou momentos do jogador no Flamengo e o adiamento da Olimpíada de Tóquio.

Marquinhos – ala

Primeiramente, Marquinhos como está sendo pra você esse período de isolamento social?  Como está a saudade de treinar com os companheiros do time e dos jogos do time seja pelo NBB e pela Champions League Américas?

“O isolamento está sendo bem difícil. Eu tento fazer coisas que me deixem motivado, com a cabeça boa. Estou fazendo musculação três vezes por semana e fazendo as atividades que o Bruno Nicolaci passou, tentando me manter em forma para quando voltarmos aos treinos não ter perdido tanto. A saudade é enorme de estar naquele meio, naquela resenha diária, acaba sendo a minha família durante boa parte da temporada e claro que deixa uma saudade grande, principalmente agora que a gente está numa fase final de Champions League, ia começar os playoffs do NBB, então a saudade é grande”

Você é um jogador com uma longa trajetória já no Flamengo e poderíamos destacar dois momentos marcantes seus no clube. A final do NBB no dia do seu aniversário e recentemente a virada épica contra o Instituto de Córdoba pela semifinal da Champions League que te levou as lágrimas no final da partida. Quais são as suas lembranças desses dois momentos? E poderíamos dizer que a virada contra o Instituto foi a maior que você como jogador pode presenciar estando em quadra?

“Realmente, foram duas partidas bem marcantes, acho que são as duas que mais me chamam a atenção sim. No dia do meu aniversário, não tenho como esquecer a torcida cantando “parabéns pra você” na Arena tomada por 17 mil pessoas, coisa mais linda, num jogo acirrado, pegado. Com certeza é uma coisa legal. E essa última do Instituto, na minha carreira como atleta de quase 20 anos, nunca presenciei ou participei de algo parecido. No primeiro tempo, dava tudo errado, eram vinte pontos num jogo de alto nível, contra uma grande equipe, jogando a semifinal de um campeonato sul-americano, que é a Champions League, conseguir uma virada do jeito que foi é coisa para deixar gravado. Com certeza vai ser uma das lembranças mais legais que eu vou ter do Flamengo.”

Flamengo conquista o NBB no dia do aniversário do ala Marquinhos

Em razão da pandemia do coronavírus, a Olimpíada de Tóquio foi adiada para 2021. Como você viu o adiamento dos jogos olímpicos e como descrever a sua motivação para tentar chegar a sua terceira olimpíada defendendo a seleção brasileira?

Realmente foi uma decisão dura para todos os organizadores, adiar as Olimpíadas. Claro que eu estava bem motivado para chegar junto com a Seleção Brasileira, participar dos treinamentos e buscar a tão sonhada vaga no Pré-Olímpico, mas devido ao adiamento ficou para o ano que vem. Então é difícil falar que estou animado porque é uma competição que vai demorar, no mínimo, um ano, um ano e dois meses para acontecer. Então vou continuar fazendo o que fiz esse ano, estar jogando em alto nível, treinando, me cuidando, para quando chegar perto poder participar desse grupo que vai estar buscando essa tão sonhada vaga para a Olimpíada.

Em virtude do coronavírus existe a possibilidade de os jogos dessa temporada serem finalizados sem a presença do torcedor dentro do ginásio. Qual a sua opinião sobre isso e como descrever a sensação de ter jogado partidas sem a presença de torcida no ginásio?

“Eu fiquei sabendo também dessa decisão, é uma coisa que o NBB vem estudando junto com seus conselheiros, técnicos, tem todo um corpo técnico para isso. É uma decisão difícil, mas é o que tem para agora, preservando a saúde dos atletas e pessoas ligadas ao basquete. Infelizmente, é uma decisão muito chata porque a gente joga para divulgar o esporte e ele ser cada vez mais reconhecido, pelo público, por pessoas ligadas à nós e ter que jogar em um ginásio vazio é certo que a motivação é um pouco menor, mas por outro lado, nós que somos profissionais temos que cumprir tudo que a gente acertou com o clube e tentar fazer o melhor.”

O torcedor rubro-negro está em isolamento social, mas também na expectativa para o retorno da Champions League Américas e do NBB. Qual mensagem você deixaria para esse torcedor que não vê a hora de se reencontrar com o basquete do Flamengo?

“Eu estou contando os dias para que possa voltar ao normal, seria um sonho se a gente pudesse voltar com torcida. Não sei se é o que vai acontecer, mas seria um sonho. Disputar essas duas finais, do NBB se fizermos um bom playoff e as coisas derem certo, e também a sul-americana (a Champions League) é um desejo meu, é um desejo de todos os torcedores, estão ansiosos para isso, mas vamos seguir todas as dicas, ficar em casa nos cuidando bem, cuidando bem da família, de todas as pessoas que logo vamos estar juntos nas quadras, representando bem o Mengão e tentando dar alegria para a nossa torcida.”

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