Além do Garrafão – o momento do basquete adulto nessa atual temporada

São só duas semanas mas…..

Já entramos na segunda semana do NBB e para o Flamengo com uma ducha de água fria. O time da Gávea acabou derrotado pelo São Paulo 102 a 95 em um vazio ginásio da ASCEB (mais sobre isso no fim do texto) e está até o momento com 2 vitórias e 1 derrota. Tudo bem que estamos no começo da temporada e qualquer balanço será prematuro, porém alguns fatos saltam aos olhos neste início de caminhada. Vamos aos dois pontos que saltam os olhos. O positivo e o negativo:

1.            Positivo

Marquinhos – O que dizer do melhor jogador Brasileiro em atividade? O ala voltou com tudo da Copa do Mundo da China e como nos últimos anos tem sido decisivo para o Flamengo. Diria que o camisa 11 da Gávea foi o fator determinante nas vitorias contra o Minas na estreia do time no NBB ( 86 a 81) e Paulistano ( 78 a 75). Inclusive neste jogo do Paulistano acertou um belíssimo “Game Winner” para selar a vitória do Flamengo. Dos espetaculares números do jogador, 18.3 Pontos, 4.5 rebotes e 3.3. assistências, destaca-se o de eficiência, o Plus/minus, o índice de efetividade do jogador de +19.5. Isso mostra que com ele em quadra o Flamengo rende.  Se pelo lado individual está tudo bem isso mostra que o Flamengo, no começo da temporada, parece depender de Marquinhos para dar aquele popular desafogo no ataque. E talvez sem o jogador em quadra os resultados poderiam ter sido diferentes. Lembrando que as duas vitorias contra Minas e Paulistanos foram com placares bem apertados.   O ataque está bem distribuído com 3 jogadores com médias de 12 pontos (Rafael Mineiro, Olivinha e Leo Demétrio) mas para o restante da temporada e principalmente para a Champions o Flamengo vai precisar que mais um pontuador consistente apareça. Zach Graham ( 9.5) pode ser este jogador mas ainda não engrenou na temporada.

2.  Negativo

Cadê o Flamengo no Rio de Janeiro?

Enquanto o futebol passa por um momento mágico com jogos de Maracanã lotado com 60 mil pessoas, o basquete, por obrigações contratuais, está longe do Rio. O Flamengo jogou contra o Paulistano para 267 presentes e contra o São Paulo para um pouco mais de 400 torcedores. Não é possível que o Flamengo com seu time mais que campeão não consiga atrair mais rubro-negros para os jogos do Orgulho da Nação no Rio de Janeiro. E que torcedor não gostaria de ver o show de Marquinhos, Olivinha e o restante do time contra um motivado São Paulo. E esse cruzamento com o Flamengo como mandante agora só voltará a ocorrer no playoff ou na Copa Super 8. Entendo que a modalidade precisa de receita para manter o alto nível de competitividade, mas um dos trunfos do Flamengo sempre será a sua apaixonada torcida. O Flamengo não pode se afastar muito dos seus torcedores principalmente agora que o futebol rubro-negro é o assunto do momento em mesas de bar, nas escolas, nos escritórios e na web.

Como comentei no início estamos muito no começo da caminhada. A temporada será longa e com desafios difíceis, mas atingíveis pela alta qualidade e capacidade da equipe do Flamengo. Vamos acompanhar os próximos movimentos.

Observação: A coluna não é contra a realização dos jogos do Flamengo em Brasília. A capital federal pode ser sim um bom atrativo para a modalidade, aproximando outros torcedores rubro-negros do maior vencedor do NBB e certamente verá o time com um melhor rendimento coletivo em breve. A questão que levamos ao debate é o clube talvez ter perdido a oportunidade de ter um público melhor nos jogos no Rio de Janeiro ainda mais com a excelente fase do futebol. Quantos sócios torcedores de outros Estados que estavam presentes na cidade carioca não gostariam de ter presenciado no ginásio um jogo do basquete nos dias que o futebol não estivesse atuando?