Olivinha projeta essa temporada e relembra momentos marcantes no Flamengo

Anos de dedicação ao basquete do Flamengo e mais um capitulo está sendo escrito nessa nova temporada. O Garrafão Rubro-Negro bateu um papo com exclusividade com o ala-pivô Olivinha sobre sua expectativa para essa nova temporada, momentos marcantes no clube, comunicação com os torcedores pelas redes sociais e o Deus da Raça aproveitou a oportunidade para deixar um recado para a nação.

Entrevista – Olivinha

1-Primeiramente, Olivinha quais são as suas expectativas para essa nova temporada no Flamengo? E você com essa longa trajetória dentro do clube, ainda tem aquele “frio na barriga”, ou seja, aquela ansiedade de começo de temporada e viver a realidade dos jogos com seus novos companheiros?

– A expectativa é sempre a melhor possível, eu sou um cara otimista e a equipe que montamos nessa temporada tem um potencial muito bom. A diretoria montou essa equipe para voltar ao caminho dos títulos, já que batemos na trave no ano passado. Espero que esse ano seja diferente do que foi na temporada passada e que a gente consiga todos os títulos possíveis. É para isso que nós trabalhamos duro todos os dias.

2-Sua história no basquete do Flamengo é repleta de títulos nacionais, estaduais e internacionais. E você é o jogador mais vitorioso da modalidade do clube. Como é pra você ter feito essa história no clube e se tivesse que agradecer a algumas pessoas que ajudaram a você nesse processo, você destacaria quem?

– É um orgulho muito grande ter escrito e continuar escrevendo o meu nome na história do clube. Colocar o meu nome como o maior vencedor na história do basquete do Flamengo é uma coisa que eu nunca imaginei que fosse acontecer. Agradecer algumas pessoas é bem difícil porque tenho muito tempo de casa e posso esquecer alguém, o que posso dizer é que sou grato a todos os jogadores que com quem joguei r que sempre me ajudaram e agregaram, lutaram e se esforçaram ao máximo. Isso tem um valor muito grande na minha carreira. Tenho que agradecer também as comissões técnicas por sempre me apoiarem e acreditarem no meu trabalho.

3-E falando dessa história, quais são as suas lembranças que você tem dos seus primeiros passos no basquete no Flamengo ainda nas categorias de base?

– Eu cheguei no Flamengo em 1998, ainda na categoria infantil, e logo no meu primeiro ano fui comandado pelo grande Paulo Chupeta. Ele foi um dos técnicos que mais acreditou no meu potencial quando muita gente à época falava que eu não ia virar nada, que não teria futuro no Flamengo. O Chupeta viu que eu tinha potencial e acreditou em mim, sempre me passando confiança. Sou muito grato a tudo que ele fez por mim desde meu início no Flamengo.

4-Quem acompanha sua história no Flamengo deve se recordar da sua passagem anterior no clube na qual você teve a oportunidade de ser comandado pelo técnico Emanuel Bonfim. O que foi para você ter tido a oportunidade de ser treinado pelo Emanuel no Flamengo?

-Sempre tive muito prazer de trabalhar com o Emanuel. À época eu era só uma promessa, tinha apenas 21 ou 22 anos, tínhamos uma equipe mesclada de jovens e jogadores experientes e o Emanuel tratava todo mundo da mesma maneira. Não importava se você era juvenil ou se era experiente, jogava sempre quem estava merecendo no momento e por isso o ambiente do time era muito bom. Nós não éramos cotados como favoritos durante aquela temporada, mas o time entrosou de uma maneira tão grande que chegamos à final do campeonato, o que  ninguém esperava. Foi um trabalho sensacional.

5-Você dentro do Flamengo teve a oportunidade de viver dois momentos distintos no que se refere a comunicação direta com o torcedor. Na sua passagem anterior, não existia redes sociais e desde que você voltou ao clube em 2012, as redes sociais passaram a ser ainda mais frequentes na rotina de todos. Como é para você ter esse contato com o torcedor pelas redes sociais no dia a dia durante a temporada? E como você lida com os comentários pesados que acabam por surgir de torcedores no calor do momento quando ocorrem as derrotas dentro de quadra?

-Sou um cara que bastante ativo nas minhas redes sociais, gosto bastante. Sou um bem extrovertido, gosto de brincar com meus companheiros e uso a rede social para falar das coisas que faço diariamente. Quase sempre sobre minha rotina nos treinos e jogos. Logicamente que aqui no Flamengo as coisas são diferentes e quem vem jogar aqui já chega sabendo da pressão e da responsabilidade de enfrentar o manto sagrado. Quando o time está ganhando é uma maravilha, você acaba virando o herói, as pessoas te colocam no pedestal e é são só elogios. Mas sabemos que quando as coisas não vão bem a cobrança é muito forte e alguns torcedores se manifestam de forma negativa e às vezes até passam um ponto do ponto através das redes sociais social. Sinceramente não me iludo com elogios e não me abalo quando sou criticado. Já sou bem experiente, vivi muita coisa no basquete e sei que é coisa de momento. O torcedor que critica é o mesmo que pede pra tirar foto no final do jogo quando as coisas estão no caminho certo. Por isso tento manter sempre a minha cabeça no lugar, sempre em paz e sabendo que me esforço ao máximo todos os dias para representar da melhor maneira possível o Flamengo. Mas sabemos que nem sempre é possível vencer e jogar bem em todos os jogos, mas o esforço e a dedicação não podem faltar de jeito nenhum. Esse é o meu pensamento.

6-Para encerrar, Olivinha qual seria a sua mensagem que você deixaria para a nação que está ansiosa em ver o Deus da Raça e o novo elenco dentro de quadra na busca da retomada de títulos nacionais que não vieram na temporada passada?

-Para a nação rubro negra tudo que eu posso prometer é que empenho e dedicação não faltarão nunca. Podem ter certeza que iremos representar o Flamengo da melhor maneira possível. Batemos na trave na última temporada e agora temos um time novo, uma nova temporada e a chance de tentarmos os títulos novamente. Vamos em busca disso, trabalhando duro todos os dias e fazendo de tudo para conquistarmos os nossos objetivos traçados.

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